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Jornal KS · Edição nº 1

Custo por mil peças: a conta que muda a decisão de compra de ferramental

Por que o ferramental mais barato na cotação costuma ser o mais caro na fatura do ano

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Edição nº 1 · 14 de setembro de 2026

Compra de ferramental quase sempre é decidida por preço unitário, porque é o número que está na cotação. Só que não é o número que aparece no resultado da fábrica. O que aparece é outro: quanto custou cada mil peças produzidas.

A conta é simples e quase ninguém faz:

(preço da ferramenta + custo dos recondicionamentos) ÷ total de peças produzidas por ela

Duas ferramentas com preços muito diferentes podem terminar o ano com custo por mil peças praticamente igual — ou invertido. E há uma terceira parcela que raramente entra na planilha e costuma ser a maior de todas: o custo da máquina parada durante a troca. Em linha de alta cadência, o tempo de setup somado ao refugo de partida frequentemente pesa mais que a diferença de preço entre os dois fornecedores que estavam sendo comparados.

Onde essa conta muda a decisão, na prática:

Como começar sem projeto nenhum. Escolha uma família de alta rotação. Anote, por três meses, quantas peças cada ferramenta entregou e quanto custou o ciclo completo dela. Esse número, e não a cotação, é o que deve ser levado à próxima negociação. Quem chega ao fornecedor com custo por mil peças na mão negocia de outro lugar — e costuma comprar melhor.

Conteúdo editorial da KS Import. Os critérios acima são de gestão de processo; valores e prazos variam por aplicação, material e cadência de cada linha.


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